GUARD'ÁFRICA

VOLUNTARIADO JOVEM MISSIONÁRIO | DIOCESE DA GUARDA

ORAÇÃO MISSIONÁRIA


Espírito Santo,
que desceste sobre os Apóstolos

e os fizeste anunciadores do Evangelho:


derrama os teus dons sobre cada um de nós
e torna-nos sensíveis aos apelos

e às necessidades dos nossos irmãos;

desperta em muitos corações
(crianças, jovens e adultos...)

o ideal missionário;


dá força e coragem a todos quantos
se entregaram totalmente

ao serviço da MISSÃO.

Amen

Carta aos Párocos da Diocese da Guarda

Após as Jornadas Missionárias de 2009, o SDM está agora pronto para se empenhar no novo ano pastoral missionário na nossa Diocese da Guarda. Em anexo vão as conclusões das JM 2009, das quais destaco agora uma delas: « 3. Pedir às Dioceses, Paróquias e Movimentos que intensifiquem a vivência do “Outubro Missionário”, aproveitem mais o “Curso de Missiologia” organizado pelos IMAG para a formação de evangelizadores e promovam semanas missionárias para o crescimento da consciência de todo o Povo de Deus».

Todas as paróquias já receberam o “Guião Outubro Missionário”, mas anexo mais um exemplar e se desejar mais algum para o seu trabalho pastoral ao longo deste mês de Outubro poderá requisitá-lo junto do SDM. Relembro que este guião é uma preciosa ajuda para reflectir semana a semana nos vários grupos da(s) sua(s) comunidade(s); possui comentários à Palavra de Deus lida e proclama durante o mês de Outubro aos Domingos; algumas propostas para celebrações da Vigília Missionária, do Rosário e da Via-Sacra; uma prece diária para cada dia do mês; e alguns documentos de leitura e meditação.

Também serão enviados alguns exemplares da Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial das Missões sob o título “As nações caminharão à sua luz” (Ap 21, 24) esmiuçada em quatro pontos: 1. Todos os Povos são chamados à salvação, 2. Igreja Peregrina, 3. Missão Ad Gentes e 4.Chamados a evangelizar também por meio do martírio. A estes dois documentos junto também o cartaz e relembro que o dia 18 de OUTUBRO é Dia Mundial das Missões.

Despertar a consciência missionária continua a ser o nosso objectivo geral. O Programa Pastoral para 2009/2010 está a ser elaborado e por isso não está no Plano Geral da Diocese, uma vez que este Secretariado só o realiza após as Jornadas Missionárias (que acontecem todos os anos em Setembro).

Relembro os párocos do pedido feito com alguma insistência ao longo do ano passado: enviar a este Secretariado os nomes e direcções de missionários e missionárias oriundos das paróquias que lhe estão confiadas. No passado ano só um pároco respondeu ao apelo lançado.

Finalmente, e não menos importante, o Guard’África (voluntariado missionário da Diocese) está a dar início à Formação de “missionários”. As condições começam a modificar-se um pouco, por isso peço aos meus estimados colegas que se souberem de alguém que queira fazer parte deste projecto entre em contacto connosco até ao fim do mês de Outubro. (www.guardafrica.blogspot.com / guardafrica@gmail.com )
Grato pela atenção prestada, “estamos juntos”!

Guarda, 29 de Setembro de 2009,
Festa dos Arcanjo S. Miguel, S. Rafael e S. Gabriel

O Director Diocesano do SDM
Pe Ângelo Miguel Nabais Martins

Encontro Nacional JSF 2009


XXI Encontro Nacional JSF em Lomar - Braga

Jovens abrem caminhos à Missão

Lomar – Braga acolheu, de 3 a 5 de Outubro, o XXI Encontro Nacional dos Jovens Sem Fronteiras. Mais de 250, vindos dos 42 grupos JSF das Dioceses de Viana, Braga, Vila Real, Lamego, Porto, Aveiro, Coimbra, Leiria-Fátima, Lisboa, Setúbal, Beja e Algarve, reuniram-se para um momento forte de formação, oração, partilha e encontro.

Em tempo de Jubileu Espiritano, por ocasião dos 300 anos da morte de Cláudio Poullart des Places (fundador), a organização escolheu como lema deste Encontro ‘Poullart abre caminho à juventude’.

O programa apostou no desenvolvimento criativo da vida e da missão do fundador dos Espiritanos, pois ele poderia ser JSF se vivesse hoje, uma vez que faleceu com apenas 30 anos. D. António Couto, Bispo Auxiliar de Braga, presidiu à Eucaristia de Domingo, onde lembrou a importância da família como pilar da caminhada cristã e desejou que este fosse um tempo de alegria e celebração para a Família Espiritana.

No espaço largo dedicado á formação, todos os JSF participaram em workshops apresentados por membros da Família Espiritana (padres, irmãs, seminaristas e antigos JSF), onde se apresentaram várias facetas da vida de Poullart des Places. Também uma partilha sobre o Centro Académico de Braga, o Voluntariado Missionário Espiritano e a ONGD Sol Sem fronteiras abriu portas à missão jovem. Houve ainda tempo para as experiências de missão vividas no Verão: ‘Ponte’ em Milho Branco - Cabo Verde, as cinco Semanas Missionárias realizadas de Norte a Sul de Portugal e a participação de 2 JSF no projecto desenvolvido pela paróquia de S. Maria do Barreiro em S. Tomé e Príncipe.

A passagem pelo arco da Porta Nova, símbolo da Cidade de Braga e deste Encontro, deu início ao peddy-papper: “Poullart por Braga” que levou os participantes a descobrir os traços que definem a forte tradição católica da cidade.

Beatriz Morgado, presidente dos JSF, procurou mostrar os trilhos que se abrem para o futuro dos JSF, pois, tal como disse D. António Couto: “basta um jovem para fazer a diferença”. No encerramento, os jovens foram enviados para iniciarem um ano de trabalho junto das paróquias e também daqueles que estão mais distantes. O importante é: “know the way, show the way, go the way!” (conhece o caminho, mostra o caminho, segue o caminho!), exclamou D. António Couto. O P. José Manuel Sabença. Provincial, completou na celebração Final de Envio: ‘Follow the way’, enviando todos os JSF para as suas paróquias, onde é preciso ‘seguir o Caminho’ que é Cristo.

Tony Neves

D. António Couto - Por uma Igreja Missionária

Em entrevista à Agência Ecclesia o Presidente da Comissão Episcopal das Missões do nosso país faz uma reflexão acerca do estado missionário em Portugal.

Agência ECCLESIA (AE) – Depois do Congresso Missionário de 2008, qual foi a dinâmica que se criou na Igreja portuguesa a partir desse encontro?

D. António Couto (AC) – Duas dinâmicas saíram do Congresso: uma prática e imediata, e outra de fundo, a requerer estudo, e, portanto, a médio prazo.

A primeira nasce no seio do próprio Congresso, entre os participantes, e naquilo que cada um levou consigo. Quem participou no Congresso levou consigo naturalmente algumas motivações e provocações. Estiveram presentes bispos, sacerdotes e leigos, estes em maior número. E talvez seja no sector dos leigos que se esteja a operar, já de há uns tempos a esta parte, e no bom sentido, a maior viragem.

A segunda, que ficou assinalada nas conclusões do Congresso, foi a solicitação à Conferência Episcopal Portuguesa (CEP) da elaboração de um documento-base para a missão em Portugal.

Esse pedido foi considerado no plenário da CEP, em Novembro de 2008, logo após a realização do Congresso. A CEP aceitou o pedido por unanimidade e incumbiu a Comissão Episcopal das Missões da elaboração do referido documento.

A Comissão Episcopal das Missões e o Conselho Nacional das Missões acordaram as linhas fundamentais desse documento, que já recebeu duas redacções, e está actualmente em apreciação por todos os envolvidos. Na próxima Assembleia Plenária da CEP, marcada para Novembro, o documento poderá ser apresentado para discussão.

Este documento, acredito, poderá criar novas dinâmicas na Igreja em Portugal, em especial no âmbito das dioceses e paróquias, mas também nos Institutos Missionários e de todos quantos vivem o problema missionário. Esta dinâmica tem de chegar às paróquias. Como disse muito bem João Paulo II, as paróquias são a Igreja no meio dos seus filhos e das suas filhas, e é lá, nesse humaníssimo chão, que se podem estabeler relações novas, próximas e acolhedoras.

AE - A Igreja está à espera deste documento para criar um novo dinamismo? O envolvimento pessoal não correspondeu às expectativas criadas?

AC - Houve o envolvimento possível. Do Congresso Missionário não saiu nenhuma organização concreta. Saíram desafios que podem estimular as organizações que já existiam, e que podem eventualmente gerar novas dinâmicas. As organizações já existentes passam pelo voluntariado, que cada vez contagia mais jovens, sobretudo nos meios universitários, e também pelos grupos que andam associados aos diferentes Institutos missionários. Estes dinamismos já existiam, portanto. O que desejamos é que a dinâmica missionária chegue a mais gente, atingindo também o coração das Dioceses e Paróquias.

No que diz respeito ao documento, é preciso ter a noção realista de que leva o seu tempo de discussão, análise e elaboração. Acredito que poderá ajudar a dinamizar a Igreja, aos seus diversos níveis, não deixando ninguém indiferente.

Intuições de S. Paulo para a missão hoje

AE - Na intervenção nas Jornadas Missionárias, D. António Couto focou as grandes intuições da missão em São Paulo. Que intuições são essas, e, sobretudo, de que forma se podem reflectir na Igreja contemporânea?

AC - A primeira intuição paulina é a pessoa de Cristo. S. Paulo indica que Cristo é o fundamento e mostra que devemos estar a tempo inteiro tomados por Cristo, com ele ocupados, por ele conduzidos. Só assim, vivendo de Cristo, com Cristo e para Cristo, o podemos levar às pessoas. Esta é a intuição de fundo, que resulta da própria experiência de S. Paulo. Não podemos fazer missão cristã, esquecendo Cristo.

A segunda intuição refere-se à metodologia da missão. Se eu vivo de Cristo e se Cristo é a minha vida, impõe-se então que eu leve Cristo aos meus irmãos. Que metodologia usar? No tempo de Paulo havia, na bacia do Mediterrâneo, uma forte missionação por parte do judaísmo, mas também por parte dos pregadores dos diferentes deuses pagãos. Usavam uma metodologia assente numa retórica altissonante, além de os mover o lucro e o sucesso. Ao contrário, S. Paulo apresenta-se com uma metodologia muito simples, maternal, paternal, personalizada e a tempo inteiro. Não foi, portanto, com retórica que São Paulo levou Cristo às pessoas, mas debruçando-se sobre elas com carinho, com uma atenção personalizada e a tempo inteiro.

Da segunda intuição desdobra-se naturalmente a terceira. Com a metodologia personalizada e dedicada atrás apresentada, S. Paulo não conseguia chegar ao coração de muita gente. S. Paulo percebeu assim que precisava de muitos e bons cooperadores. S. Paulo não mudou de metodologia, mas rodeou-se de uma vasta rede de cooperadores. É a terceira grande intuição.

Estas duas linhas metodológicas de S. Paulo são geniais, e constituem ainda hoje desafios actualíssimos para a nossa Igreja. Se a Igreja de hoje as adoptar, encontrará uma verdadeira mina de ouro.

A quarta intuição paulina são as cidades. No tempo de Paulo o mundo greco-romano tinha grandes cidades e grandes estradas. O sonho de Paulo era chegar a Roma o quanto antes, para chegar ao coração do mundo. S. Paulo queria chegar ao local onde nasce o mundo cultural, social, humano, tal como acontece hoje. Quando um dia entrou na famosa via Egnatia, à saída do porto de Neápolis, antes de chegar a Filipos, Paulo começou a ver Roma no horizonte. Seguiria, com seguiu para Tessalónica. Daí seguiria para Dirráquio, na costa Adriática. Atravessava o mar Adriático de barco e desembarcava em Brundísium. Seguia então a via Ápia até Roma. Mas, estando em Tessalónica, quis o Espírito que descesse à Acaia, permanecendo algum tempo em Corinto. Paulo sabia que, evangelizando o coração do mundo, que bate nas cidades, evangelizava o mundo.

É olhando maravilhado para este “Paulo de Cristo”, que o Papa Paulo VI, em 1975, na Exortação Apostólica Evangelii Nuntiandi, aponta Paulo como “modelo de cada evangelizador”. E para redigir a Evangelii Nuntiandi, a primeira grande Encíclica missionária depois do Concílio, a dez anos do Concílio, Paulo VI teve de citar mais de 100 vezes as Cartas de S. Paulo. A 25 anos do Concílio, em 1990, João Paulo II publica outra grande Encíclica missionária, a Redemptoris Missio. E também não o consegue fazer sem citar mais de 30 vezes as Cartas de S. Paulo, além de se referir muitas outras vezes à Evangelii Nuntiandi, que já citava muitíssimas vezes S. Paulo. Por último, também Bento XVI, na Mensagem para o Dia Mundial de Oração pelas Vocações de 2008, consagrou Paulo como “o maior missionário de todos os tempos”.

AE - Fazendo um retrato da Igreja em Portugal, como é que ela se situa nessas prioridades?

AC – A Igreja em Portugal ainda não se sente afectada, no seu todo, por estas linhas de rumo. Porém, alguma coisa se vai fazendo aqui e ali, iniciativas esporádicas. Mas acredito que vai chegar o tempo da graça para todos, em que todos viveremos a alegria de sermos evangelizadores. E haverá lugar para todos. É mesmo necessária uma rede de verdadeiros evangelizadores. Acredito que a missão há-de vir a fazer parte, como primeira prioridade, dos programas pastorais das nossas Dioceses e Paróquias.

Parece-me que temos ficado muitas vezes de braços cruzados, vendo o nosso mundo a deslizar tranquilamente para o paganismo. Se a nossa paixão é Cristo, como sucedia com Paulo, não podemos permanecer mais nessa atitude. Temos de anunciar Cristo com génio, paixão e coração. Não podemos sequer contentar-nos em fazer o que podemos. Temos de nos gastar e ser gastos, dando a vida por esta causa. Experimentaremos então, como refere João Paulo II, que a fé se fortalece, dando-a.

AE - Sobre a inteira ocupação de Cristo, a primeira intuição?

AC - Esse é o problema de fundo. Quem vive de Cristo e foi encontrado por Cristo, não pode guardá-lo para si. Tem de o anunciar. E é com alegria que tenho de dizer que muitas pessoas que sentem esta necessidade e este amor. Mas temos de aumentar esta fogueira.

Pois é igualmente verdade que muitos dos que se dizem cristãos de há muito vivem à margem de Cristo, deixando de se relacionar pessoalmente com Cristo. As solicitações deste tempo levam as crianças, os jovens e os pais para outras paragens. Não podemos continuar a lançar sobre eles a culpa, como se eles fossem os maus e nós os bons. Se acreditamos em quem acreditamos, então talvez compreendamos que a culpa impende sobre nós, que não soubemos, à imagem do Bom Pastor, ir à procura deles com amor e total dedicação.

AE - Esse contacto vital centra-se em quê?

AC – Não em quê, mas em quem. Em Cristo, obviamente. Numa relação pessoal com Cristo vivo, hoje. Não numa mera visão histórica do que se passou há dois mil anos. É o Senhor Ressuscitado, vivo e presente para sempre no meio de nós, que temos de levar às pessoas. Saiba-o ou não, é de Cristo que as pessoas necessitam verdadeiramente. É preciso abrir espaços na nossa vida, para que Cristo possa entrar em nossa casa.

Este encontro pessoal é fundamental. Só depois começam as perguntas e as respostas, os relatos da nossa vida iluminada por Cristo. É o tempo de uma mais aprofundada relação e formação.

Estudar a Missão

AE – Qual a importância das Jornadas Missionárias?

AC - As Jornadas, organizadas anualmente, são um ponto de encontro e um ponto de partida. Uma verdadeira plataforma de múltiplos encontros que atinge pessoas envolvidas no trabalho missionário, dentro e fora de Portugal, mas que acolhe também muitos que chegam pela primeira vez. Uns trazidos por amigos, outros para ver o que é e como é, outros porque, sabendo-o ou não, Deus os enviou para cá. É um belo tempo de encontros e partilhas. Só por isto, já seria importante a sua realização. Mas há também desafios e provocações, sementes que são lançadas, não para o ar, mas para o coração das pessoas. É a oração, a música, a reflexão feita, que hão-de deixar novos dinamismos em quem vem.

AE - É possível ser missionário sem se sair de casa?

AC – Sim, é possível. Basta ter um coração aberto ao mundo e amar. Santa Teresinha do Menino Jesus foi proclamada padroeira das missões, e nunca saiu do convento. Mas tinha um coração à dimensão de Deus e de todos os irmãos do mundo. Escreveu: “No coração da Igreja, minha mãe, eu serei o amor”. Escreveu em papel e na vida.

Um missionário não se mede pelas inúmeras viagens que possa fazer. Um cristão que não esteja em comunhão com as pessoas do mundo e apenas se preocupe com a sua paróquia, obviamente vive na cadeia. É preciso viajar também por dentro. Fazer viagens intransitivas, rasgar avenidas no próprio coração.

Depois, não há dicotomia entre ser cristão e ser missionário. Às vezes somos levados pensar que somos muitos cristãos, mas que há poucos missionários, porque pensamos que são duas coisas diferentes. Ora, temos de tomar consciência de que não duas vocações: primeira e fundamental, a vocação cristã, a que se pode vir, porventura, um dia a acrescentar a missionária. Trata-se de uma visão incorrecta, embora muito difundida. Na verdade, há apenas uma única vocação, pois ser cristão e ser missionário é a mesma coisa.

AE - A missão era entendida como ir para outros Continentes, mas cada vez se fala mais de uma missão na Europa…

AC – Durante muito tempo, passou-se a ideia os missionários eram os que deixavam a sua terra e partiam para outras paragens. A missão era levada a cabo por especialistas, uma espécie de super-homens, que integravam Institutos Missionários. Nesse tempo, a Igreja local, a diocese e a paróquia, mal conhecia, mal via os missionários, e pensava que a missão era só para essa espécie de super-homens. Não era tarefa da Igreja local e do cristão comum. A Igreja local e o cristão comum, quando muito, contribuíam com a sua esmola, no Dia Missionário Mundial, para apoiar os missionários lá longe.

O II Concílio do Vaticano alterou em muito esta concepção, fazendo ver que o sujeito primeiro da missão é a Igreja local ou particular. Entenda-se: somos missionários e todos somos responsáveis pela missão. A mudança veio dizer que a missão não é obra de especialistas, mas que a diocese e a paróquia são missionárias. E que todos os cristãos, por motivo do seu baptismo, são igualmente missionários. É óbvio que, se espaço da Diocese e da Paróquia, há missionários por toda a vida, de doação radical e total, então é toda a Diocese e Paróquia que serão também enriquecidas com esse dom. Mas esse dom está integrado na Igreja local, e não à margem dela.

É assim que cada Igreja local ou particular se torna sujeito primeiro da missionação. Missão inadiável e não delegável.

Dia 1 de Outubro, Dia de Santa Teresinha do Menino Jesus, PADROEIRA DAS MISSÕES


A santa das rosas

Por que Santa Teresinha é conhecida mundialmente como "A Santa das Rosas"?

No dia 11 de março de 1873, não sabendo mais o que fazer para curar sua pequena Thérése de uma atroz gastroenterite, Zélie Martin resolveu ir a Sémaillé, um vilarejo próximo a Alençon, à procura de uma senhora chamada Rose Taillé para ser a ama-de-leite de sua caçula.

Assim, de 16 de março de 1873 a 2 de abril de 1874, Teresa viveu nesse lugar onde os habitantes tinham um belo costume: presentearem-se, por qualquer motivo, com flores. É provável que a precoce convivência com esses odores tenha acendido em nossa santa uma paixão que jamais a abandonará: as flores, especialmente as rosas.

Sentia-se feliz quando podia lançar pétalas de rosas para o alto quando passava o ostensório com o Santíssimo Sacramento. Madre Inês, sua irmã de sangue, relata que, no dia 14 de setembro de 1897, Teresinha ganhou uma rosa e a desfolhou sobre o crucifixo de forma muito carinhosa. Algumas pétalas caíram no chão da enfermaria. Muito seriamente, a santa teria afirmado: "Ajuntai bem estas pétalas, minhas irmãzinhas, elas vos servirão a dar alegrias, mais tarde... Não percam nenhuma..."

Seu prazer era atirar flores no grande crucifixo do pátio do Carmelo. Gostava de cobrir o seu crucifixo de rosas de forma muito cuidadosa, afastando as pétalas murchas. No entanto, não lançava flores em ninguém. Madre Inês conta que certa vez colocou-lhe rosas nas mãos, pedindo-lhe que as atirasse em alguém, como sinal de afeto. A santa recusou-se a fazê-lo. Ela só desfolhava e lançava rosas para seu amado Jesus.

Santa Teresinha aproveita a imagem da rosa para explicar um elemento importante de sua "Pequena Via": "Compreendi que o brilho da rosa... não tira o perfume da pequena violeta... Compreendi que, se todas as florzinhas quisessem ser rosas, a natureza perderia seu enfeite primaveril..." Por isso, ela conclui, Deus criou " os grandes santos que podem ser comparados.... às rosas". No jardim da vida há lugar para as humildes flores, as frágeis violetas, que não possuem o vigor e o perfume das rosas, mas mesmo assim enfeitam o mundo. As rosas são os gigantes da fé. As violetas são as almas pequenas que trilham o pequeno caminho.

Quem tanto amava as rosas, vai prometer, quase ao fim da vida, que fará chover rosas sobre o mundo. Com esta promessa estava se prontificando a interceder pela humanidade junto a Deus. Haveria de conseguir muitas graças e bênçãos junto ao Pai. Após sua morte os milagres irão se multiplicar. Ela prometeu continuar sua missão no céu, trabalhando para o bem das almas e não frustrou os que confiam em sua oração. Ainda hoje são muitos os relatos de curas, milagres e conversões realizados por intermédio da humilde carmelita.

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